07 outubro 2005

PRAZER EM CONHECER

Aqui estou... Início do que será o concreto em minha segunda ação para a posteridade! Já tenho um filho-gato (gato-filho, de fato), portanto já dei um passo para alcançar a tão falada tríade "plantar uma árvore, ter um filho, escrever um livro". Apesar de conservadora, traço que meus amigos não crêem (não entendo o porquê) talvez troque a árvore por um bonsai, que pequeno mais ainda árvore, e o livro por um blog, que não livro mas ainda letras.
Vamos às apresentações: O título, "Bem-me-quer", tomei emprestado de um poema dado(?) a mim por um sonho, em um que apenas meu. É, só assim deve ter sido. Apenas um sonho sonhado por um é tão breve quanto o sonho que tive; ou que não tive, por real que pudesse ter sido, se de mais de um... Talvez um dia seja possível dividí-lo (o poema), quando sentir que realmente meu, e não apenas parte do sonho vivido em sono, insone, por quem lhe deu à luz. Talvez...
Tudo é tão cíclico, em essência, que há alguns anos atrás (uns cinco ou esses mais uns poucos, não posso precisar), disse que queria ser um cachorro vira-lata - ainda bem que existem flores no caminho, como testemunhas do passado - pela liberdade que guia sua vida, e pelo que de sincero é todo afago que recebe. Pois bem, os anos passaram, deles as letras, e concluo que, decididamente, NÃO! Não quero ser um cachorro vira-lata. Em princípio, porque a liberdade também pode ser uma prisão, no que comporta de absoluto; além dela, como se preciso ainda fosse algo, afagos podem machucar, independente de sinceros ou não - isso nem sempre é fácil saber, creia (mas é o que menos interessa ao cachorro vira-lata). Ter o afago, e tomá-lo como seu, faz com que se perca o rumo, o prumo, e aí, sem pontes a guiar (sempre bem-vindas, quando surgem para quem possui a sorte de encontrá-las nos caminhos) lá vai ele, o cachorro, a buscar o mesmo afago, a mesma mão, em afagos e mãos que não lhe são caras. O afeto daquela mão então se perdeu, por breve, e ele segue assim, na lembrança de um carinho apenas... ou dois, ou dez, ou vinte, ou trinta, trinta menos um.
Assim são os cachorros e, por analogia, as vacas.
Como não sou vaca, nem cachorro, todo o acima não passou de ilusão.
Minha, que a escrevi. Sua, que a leu.

3 Comments:

Anonymous Mah said...

vc escreve pakas..
parabens!!!vou passar sempre por aki..bjokas..fuii

8:57 PM  
Anonymous Anônimo said...

Xarope,

Vou chamá-la assim mesmo, não é porque agora virou poetisa que vou te chamar de Cláudia...
Minha amiga, ler esses poemas, essas frases tão bem escritas e estruturadas não me causa espanto. Sempre te achei (e Rosa também) uma pessoa muito talentosa e hábil com as palavras. Segues em frente, te dedicas e esse universo tão lindo e criativo, que sem sombra de dúvida, terás muito sucesso e realização.
Beijos e saudades!
Do seu amigo,
Romero Dizeu

1:12 PM  
Anonymous Rosilane Lima said...

Cláudia Fernanda,
Olha sua irmã do coração aqui, demorou né?
Lindo tudo que você escreve! Estou encantada!
As palavras fazem reverência à você.
Fico feliz pela exposição pública dos seus textos, afinal é covardia guardar tudo isso só pra você.
Muito bom saber que você não quer mais ser um cachorro vira-lata.
Ótimo que “ainda bem que existem flores no caminho”, saiba que a “Rosa” vai estar sempre ao seu lado.
Você mora no meu coração e eu amo muito você!
Beijão do tamanho da praia.
Rosilane


PRA VOCÊ



TUDO O QUE SE QUER

Olha nos meus olhos, esquece o que passou
Aqui neste momento, silêncio e sentimento
Sou o teu poeta, eu sou o teu cantor
Teu rei e teu escravo, teu rio e tua estrada

Vem comigo meu amado amigo
Essa noite clara de verão
Seja sempre o meu melhor presente
Seja tudo sempre como é
É tudo o que se quer...

Leve como o vento, quente como o sol
Em paz na claridade, sem medo e sem saudade
Livre como um sonho, alegre como a luz
Desejo e fantasia em plena harmonia

Eu sou teu homem, sou teu pai, teu filho
Sou aquele que te tem amor
Sou teu par, o teu melhor amigo
Vou contigo seja onde for
E onde estiver eu vou

Vem comigo meu amado amigo
Sou teu barco neste mar de amor
Sou a vela que leva ao longe
Da tristeza eu sei, eu vou
E onde estiver estou

1:20 PM  

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